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Seguro de moto: Lojacorr e Allianz mostram como transformar o crescimento do mercado em negócios

Live reuniu orientações sobre coberturas, assistência e estratégias para abordar motociclistas com diferentes necessidades

Seguro de moto: Lojacorr e Allianz mostram como transformar o crescimento do mercado em negócios

A moto pode ser instrumento de trabalho, meio de transporte diário ou companheira de viagem. Para vender o seguro, o corretor precisa descobrir o que ela representa para cada cliente. Essa foi a principal mensagem da live promovida pela Lojacorr Seguros e pela Allianz nesta quarta-feira, 23 de setembro, com apresentações sobre o produto e as oportunidades comerciais do segmento.

Na abertura, André Moreno, diretor regional Sul da Lojacorr Seguros, lembrou como a oferta de seguro para motocicletas mudou ao longo dos anos. “Sou da época em que quem tinha moto dificilmente conseguia fazer seguro. Hoje vemos diversas seguradoras, entre elas uma companhia forte como a Allianz, apostando no segmento e nos apoiando para que os corretores da nossa rede aproveitem melhor as oportunidades”, afirmou.

Representando a Allianz Seguros, Marcos Cruz destacou que o crescimento da operação motivou a companhia a aprofundar o diálogo com os corretores. “A companhia vem observando crescimentos expressivos nesse segmento. É uma agenda importante, que pode agregar à operação de vocês”, disse. Ao encerrar o encontro, ele reforçou que as equipes comerciais da seguradora estão disponíveis para apoiar as negociações e esclarecer dúvidas sobre os riscos apresentados.

Produto e atendimento adequado ao perfil

Dâmaris Duarte, líder do time de consultoria de produtos da Allianz, detalhou coberturas, opções de franquia, assistência 24 horas e serviços disponíveis para motocicletas. Entre as atualizações apresentadas estão a inclusão de um plano intermediário de assistência com limite de 500 quilômetros para guincho e a possibilidade de contratação para uso comercial, como entregas de objetos e alimentos. A especialista também antecipou que a seguradora planeja oferecer maior flexibilidade na composição das coberturas em 2027.

Segundo Dâmaris, o desenvolvimento do produto depende da experiência de quem atende o cliente. “A avaliação de vocês, corretores que estão na ponta, é o que faz o produto crescer e permite trazer melhorias contínuas”, afirmou.

Ela dedicou parte da apresentação a dúvidas frequentes na contratação, especialmente à definição do condutor principal. Nesse caso, explicou, a frequência de utilização da moto deve orientar o preenchimento da proposta. “Não tenham medo de perguntar. Para construir o perfil e fazer uma apólice bem feita, é preciso entender como o cliente utiliza o veículo”, recomendou.

Dâmaris também diferenciou a assistência prestada ao motociclista das coberturas contratadas para viagens internacionais e lembrou que os corretores podem consultar a lâmina de vendas da Allianz para apoiar a apresentação do produto. Para ela, detalhes que parecem pequenos durante a cotação podem fazer diferença na experiência do segurado quando ele precisar de atendimento.

A oportunidade começa com uma pergunta

Na segunda parte da live, o consultor Genival de Souza e Silva apresentou dados sobre a frota de motocicletas e a baixa penetração do seguro no país. De acordo com os números expostos por ele, cerca de 5,1% das motos brasileiras estão seguradas. O potencial de crescimento, porém, não se traduz automaticamente em vendas: exige que a corretora procure oportunidades na própria carteira e adapte a conversa a cada motociclista.

“Não existe o cliente da moto. Existem clientes de moto. Cada um compra a moto e, por consequência, o seguro por um motivo diferente”, afirmou Genival. Ele propôs três abordagens: para quem trabalha sobre duas rodas, falar da continuidade da renda; para quem usa a moto nos deslocamentos diários, da manutenção da rotina; e, para quem viaja ou pilota por lazer, da proteção do patrimônio e da assistência adequada ao trajeto.

Duas perguntas podem ajudar o corretor a começar: “O que você faz com a moto?” e, ao conversar com um cliente que já possui seguro de automóvel, “Tem alguma moto na família?”. Genival sugeriu ainda buscar indicações entre segurados, identificar oportunidades em oficinas e lojas de acessórios e acompanhar clientes que adquirirem motocicletas por consórcio.

Na avaliação do consultor, o seguro moto pode iniciar uma relação que se amplia ao longo do tempo. “Para muita gente, o seguro da moto é o primeiro seguro da vida. Pode ser a porta de entrada para a carteira da corretora”, observou. Por isso, recomendou registrar o uso da moto, manter contato nas renovações e rever as coberturas conforme as necessidades do cliente mudarem.

A live contou também com a participação de Bruna Schewinski, gerente de Mercado da Lojacorr Seguros, e abriu espaço para perguntas dos corretores sobre aceitação de riscos, assistência e contratação. Quem não acompanhou a transmissão pode assistir à gravação no YouTube.