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Dados do setor

Setor registra R$ 207,12 bilhões em receitas no primeiro semestre

Seguros avançam 6,51% no período; vida, prestamista, auto e seguros financeiros estão entre os destaques de crescimento

Setor registra R$ 207,12 bilhões em receitas no primeiro semestre

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou nova edição do Boletim Susep, com informações sobre o desempenho dos mercados de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro no primeiro semestre de 2026.

Nos seis primeiros meses do ano, o setor supervisionado pela Susep registrou receitas de R$ 207,12 bilhões, montante 0,52% superior, em termos nominais, ao observado no mesmo período de 2025, quando foram registrados R$ 206,05 bilhões. Descontada a inflação, houve retração de 3,67%. Somente em junho, as receitas alcançaram R$ 34,23 bilhões.

Do total arrecadado no primeiro semestre, 55% vieram dos seguros de danos e pessoas, excluindo o VGBL, enquanto os produtos de acumulação responderam por 37% e a capitalização, por 8%. O segmento de seguros apresentou o melhor desempenho entre os três grandes grupos, com R$ 113,86 bilhões em receitas, crescimento de 6,51% em valores nominais e de 2,07% em termos reais.

No período, as indenizações, resgates, benefícios e sorteios somaram R$ 126,17 bilhões, representando redução nominal de 3,93% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Desse montante, R$ 38,69 bilhões corresponderam às indenizações dos seguros, R$ 73,54 bilhões a resgates e benefícios dos produtos de acumulação e R$ 13,94 bilhões a resgates e sorteios da capitalização.

Seguros de danos movimentam R$ 72,52 bilhões

Os seguros de danos encerraram o primeiro semestre com R$ 72,52 bilhões em prêmios, crescimento nominal de 3,84% sobre igual período de 2025. Em termos reais, houve pequena retração de 0,49%. O resultado mantém a trajetória de expansão nominal observada nos últimos anos: o volume era de R$ 52,83 bilhões no primeiro semestre de 2022, passou para R$ 60,54 bilhões em 2023, R$ 64,69 bilhões em 2024 e R$ 69,84 bilhões em 2025.

O seguro auto permaneceu como a principal linha do segmento, respondendo por 42% dos prêmios de seguros de danos. Foram R$ 30,73 bilhões arrecadados até junho, avanço nominal de 6,29% e real de 1,86%.

Outras modalidades registraram expansões mais acentuadas. Os seguros financeiros movimentaram R$ 5,01 bilhões, com crescimento nominal de 22,92% e real de 17,77%. O habitacional chegou a R$ 4,35 bilhões, alta nominal de 11,34%, enquanto fiança locatícia avançou 30,63%, para R$ 1,25 bilhão. Garantia estendida também cresceu, com R$ 2,18 bilhões e alta nominal de 8,34%.

Na direção oposta, o seguro rural apresentou queda nominal de 3,56%, para R$ 5,95 bilhões, enquanto transporte recuou 12,22%, para R$ 2,94 bilhões.

Seguros de pessoas crescem acima de 11%

O desempenho foi mais expressivo nos seguros de pessoas, que arrecadaram R$ 41,34 bilhões no primeiro semestre, alta nominal de 11,54% e real de 6,90% sobre os R$ 37,07 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Em 2022, o volume registrado no primeiro semestre era de R$ 27,12 bilhões.

O seguro de vida respondeu por 48,4% do segmento, com R$ 20,01 bilhões em prêmios até junho, crescimento nominal de 10,29% e real de 5,70%. Outro destaque foi o prestamista, que alcançou R$ 12,44 bilhões, avançando 19,23% nominalmente e 14,26% em termos reais. Já acidentes pessoais movimentou R$ 4,67 bilhões, com retração nominal de 0,99%.

Acumulação e capitalização recuam

Nos produtos de acumulação, que incluem VGBL, PGBL e previdência tradicional, as contribuições chegaram a R$ 77,69 bilhões no primeiro semestre, redução nominal de 5,55% e real de 9,49%. Apesar da retração geral, o PGBL apresentou movimento contrário, com R$ 6,43 bilhões em contribuições e crescimento nominal de 14,54%. O VGBL, responsável por R$ 69,80 bilhões, recuou 7,14%.

A arrecadação de contribuições dos produtos de acumulação superou o pagamento de benefícios e resgates em R$ 4,15 bilhões no acumulado do ano até junho.

Na capitalização, as receitas totalizaram R$ 15,57 bilhões, retração nominal de 7,84% e real de 11,64% frente ao primeiro semestre de 2025. A modalidade tradicional concentrou 71% da arrecadação, seguida por instrumento de garantia, com 14%, e filantropia premiável, com 10%.

Provisões técnicas chegam a R$ 2,17 trilhões

Outro indicador que demonstra a dimensão econômica do setor é o estoque de provisões técnicas, constituídas pelas empresas supervisionadas para assegurar a capacidade de honrar seus compromissos. Em junho, esse volume alcançou aproximadamente R$ 2,17 trilhões, equivalente a 16,46% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumulado em 12 meses.

O estoque vem crescendo nos últimos anos. Passou de R$ 1,35 trilhão em junho de 2022 para R$ 1,52 trilhão em 2023, R$ 1,73 trilhão em 2024, R$ 1,94 trilhão em 2025 e R$ 2,17 trilhões em junho deste ano. A participação das provisões no PIB também avançou de 14,2% em junho de 2022 para 16,5% em junho de 2026.

Resseguro

No mercado de resseguros, R$ 15,27 bilhões em prêmios foram cedidos pelas seguradoras nos seis primeiros meses de 2026, segundo os destaques apresentados pela Susep. Desse volume, R$ 8,08 bilhões foram destinados às resseguradoras locais, R$ 3,60 bilhões às admitidas e R$ 3,59 bilhões às eventuais. Atualmente, estão autorizadas a operar no Brasil 15 resseguradoras locais, 25 admitidas e 92 eventuais.

Além da atuação no mercado doméstico, as resseguradoras locais registraram, até maio, R$ 763,60 milhões em aceitação de riscos provenientes do exterior, sendo R$ 588,55 milhões em prêmios líquidos de resseguro e R$ 175,05 milhões em retrocessões aceitas líquidas.

Os dados fazem parte do Boletim Susep de junho de 2026 e têm como base as informações enviadas pelas empresas supervisionadas à autarquia. Segundo a Susep, os dados podem sofrer ajustes em função de recargas.

Acesse o Boletim Susep e os relatórios de 2026

As informações também podem ser consultadas de forma dinâmica no Painel de Inteligência do Mercado de Seguros.

Acesse o Painel Susep