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Seguros se adaptam a um consumidor 50+ digital e exigente

Especialista aponta que clareza, empatia e prevenção devem ganhar protagonismo no setor

Seguros se adaptam a um consumidor 50+ digital e exigente

Com o público sênior concentrando renda e demandas cada vez maiores por proteção financeira e qualidade de vida, cresce a necessidade de tornar o mercado securitário mais conectado e presente na vida deste consumidor. O avanço da longevidade no Brasil impulsiona mudanças no setor. Segundo o IBGE, o país conta com mais de 34 milhões de pessoas idosas.

Segundo projeções da CNseg, o setor de seguros projeta crescimento de 5,7% em 2026 e arrecadação de R$ 808 bilhões. Entre os maduros, o movimento é impulsionado pela maior busca por previsibilidade financeira e proteção patrimonial. No entanto, cresce a necessidade de desenvolver soluções, serviços e formas de comunicação mais conectadas às expectativas deste público.

Para Marcos Eduardo Ferreira, especialista em longevidade, pós-carreira e mercado de seguros, o setor avançou bastante nos últimos anos, mas ainda enfrenta o desafio de tornar seus produtos personalizados, mais claros e próximos da realidade do consumidor.

“O mercado evoluiu muito em comunicação e relacionamento, mas ainda utiliza linguagem que podem dificultar o entendimento de parte dos clientes. O consumidor maduro valoriza clareza e uma comunicação mais objetiva”, afirma.

Segundo ele, um dos principais pontos de atenção é compreender que o público 50+ não é homogêneo e possui necessidades diferentes em cada fase da vida.

“Quando falamos em longevidade, precisamos entender que existem diferenças importantes entre consumidores de 50, 60, 70 ou 80 anos. À medida que envelhecem, as prioridades mudam. Estabilidade financeira, proteção à saúde… tudo isso é pensado de modo diferente dependendo da faixa etaria”, explica.

Marcos destaca ainda que o consumidor maduro atual é mais conectado, informado e exigente do que há alguns anos, o que exige jornadas mais simples e experiências sem atrito.

Segundo dados do 1º Anuário Mosaic Insights, 16,8% dos brasileiros com mais de 60 anos têm consumo digital ativo. Quando analisamos os recortes por renda, esse percentual aumenta significativamente entre as classes mais altas, podendo chegar a 64,2%.

Quem se destaca?

Startups e insurtechs podem contribuir para uma aproximação maior entre o setor e o consumidor, principalmente ao desenvolver soluções mais personalizadas e focadas em prevenção e qualidade de vida.

“As empresas mais novas conseguem testar modelos mais ágeis e simplificar algumas experiências, enquanto as seguradoras tradicionais carregam confiança e solidez. Existe espaço para integração entre inovação, tecnologia e experiência de mercado”, afirma.

Para Marcos, a proteção financeira nesse grupo é associada à longevidade saudável e ao planejamento contínuo da vida.

A indústria de serviços financeiros, especialmente o mercado de seguros, tem o privilégio de acompanhar o mesmo cliente ao longo de praticamente toda a vida. A longevidade muda a forma como consumimos tudo nesse setor. Contar com especialistas em comportamento de consumo deste público e usar as pesquisas disponíveis pode ajudar empresas a montarem estratégias mais direcionadas”, conclui.