Estimuladas pela necessidade de conter o avanço de fraudes e melhorar a eficiência operacional, as seguradoras vêm intensificando investimentos em sistemas automatizados de cruzamento de dados e análise de imagens em tempo real.
De acordo com a pesquisa Inteligência Artificial e o Setor de Seguros no Brasil, realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a tecnologia já faz parte das operações de 80% das empresas do segmento, tendo a IA generativa como principal vetor para a revisão de rotinas internas.
A digitalização dos processos de sinistros permite que as companhias analisem grandes volumes de informações de forma simultânea. Ferramentas baseadas em machine learning (aprendizado de máquina) comparam dados de diferentes bases de dados e históricos de ocorrências para identificar comportamentos fora dos padrões de normalidade, como documentos falsificados ou informações adulteradas.
Vistoria remota e agilidade na liberação de indenizações
Um dos reflexos práticos dessa modernização é a expansão da vistoria digital, modalidade que viabiliza a avaliação remota de veículos por meio de imagens e vídeos enviados pelo próprio segurado ou por sistemas integrados, como a plataforma InfoVist. Algoritmos de Inteligência Artificial analisam os arquivos para validar a extensão dos danos e checar indícios de irregularidades de forma automatizada.
A combinação entre ferramentas de validação de dados e captação digital de imagens reduz as etapas manuais do processo de regulação. Para as seguradoras, o modelo resulta em maior assertividade na tomada de decisões. Para os consumidores, a automação diminui a burocracia e acelera o tempo de resposta, permitindo que casos sem inconsistências contratuais tenham indenizações liberadas em poucas horas, reduzindo prazos que antes se estendiam por dias.
A transformação estrutural na regulação de sinistros e o avanço dos sistemas preditivos geram debates sobre o futuro da mediação de seguros. Lideranças do setor destacam que a tecnologia atua como aliada da produtividade, mas mantém o fator humano como elemento indispensável no atendimento e na construção das apólices.
Integração operacional e inteligência de dados na Lojacorr Seguros
Acompanhando esse movimento de modernização, a Lojacorr Seguros desenvolve soluções próprias voltadas para a digitalização de sua rede de parceiros independentes. Por meio de ferramentas como o ecossistema Broker One — que integra o ciclo de vida das apólices com diversas seguradoras — e de um sistema de CRM desenvolvido internamente, a empresa foca na automação de processos repetitivos para liberar o tempo dos profissionais para o atendimento consultivo.
Para preparar a rede para essas transformações, a empresa oferece capacitação prática por meio do Treinacorr. A plataforma exclusiva disponibiliza cursos e treinamentos atualizados sobre técnicas de vendas, diversificação de carteira, novas legislações e o uso de recursos tecnológicos.
“O corretor precisa ter uma mentalidade aberta ao aprendizado contínuo. A IA e outras tecnologias não chegam para substituir, mas para ampliar suas capacidades. O segredo está em experimentar, se familiarizar e entender como cada ferramenta pode trazer mais eficiência no dia a dia”, aponta Sandro Ribeiro, sócio-fundador e diretor de Tecnologia e Operações da Lojacorr Seguros.
O executivo ressalta que, embora a tecnologia acelere processos, antecipe necessidades e organize informações, o olhar humano permanece como a base da confiança e da personalização no mercado de proteção patrimonial e de pessoas.
“A IA tem capacidade de olhar o passado através do seu aprendizado com dados, mas é incapaz de prever ou definir o futuro, isso é uma habilidade humana como a criatividade, a empatia e outros atributos que a IA sozinha não tem capacidade de exercer. O futuro será cada vez mais figital, unindo o digital à força do relacionamento humano”, conclui Ribeiro.

