O mercado de seguros está passando por uma transformação profunda e acelerada, e o recado das principais lideranças do setor é claro: o corretor que não se atualizar vai virar refém da automação e perder espaço. O alerta foi o tom central da abertura da edição 2026 do “Conexão Futuro Seguro”, evento realizado nesta terça-feira (26 de maio) pela Fenacor, em parceria com a Escola de Negócios e Seguros (ENS) e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros (IBDCOR).
Durante o encontro, presidentes de entidades, seguradoras e órgãos reguladores debateram o impacto da Inteligência Artificial (IA), as novas exigências dos consumidores e as oportunidades regulatórias que desenham a corretagem do futuro.
Quatro forças que moldam o mercado
O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, destacou que ter ensino superior — realidade de 70% dos corretores hoje — já não é o suficiente. “É preciso buscar a qualificação permanentemente”, aconselhou. Vergilio apontou quatro forças fundamentais que estão mudando as regras do jogo. Acompanhe:
- Inteligência Artificial (IA): ferramenta essencial para otimizar cotações e atendimentos via canais como o WhatsApp. “A IA não é ameaça, é um facilitador que libera o corretor para fazer o que somente o humano consegue fazer”, pontuou.
- O novo consumidor: um perfil que exige agilidade na palma da mão, mas que não dispensa o fator humano. “Na hora do sinistro, o cliente quer empatia, o que o digital não resolve. É preciso um humano para acolher”, afirmou.
- Novos mercados e legislação: as mudanças legais, como a aceitação da proteção patrimonial mutualista (forte no ramo automotivo), abrem espaço para o corretor se diferenciar não pelo preço, mas pela consultoria.
- Qualificação e diversificação: o caminho para que o profissional deixe de ser um mero intermediário e assuma o papel de consultor estratégico.
Vergílio também destacou o Plano Diretor para o Mercado da Intermediação de Seguros (PMDIS) como a orientação para os próximos 10 anos. Segundo o plano, a projeção é que até 40% dos ganhos futuros dos corretores venham de honorários por consultorias prestadas.
O economista Claudio Contador, coordenador do PMDIS, reforçou que o corretor deve evoluir para ser um “curador de decisões” para os novos clientes.
Tecnologia e resiliência humana
Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), comparou o impacto da IA à chegada dos computadores nas décadas de 70 e 80. “Ou se aprende a usar isso ou se aposenta. Quem não utilizar a IA vai ser destituído do mercado”, assinalou Oliveira.
Ele revelou que todas as seguradoras consultadas pela CNseg possuem projetos de IA em andamento. No entanto, tranquilizou o mercado: “Não vai substituir o humano. Vai ter IA fazendo negócio com IA, mas por trás haverá sempre um humano”.
A relevância do corretor também foi chancelada pelo superintendente da Susep, Alessandro Serafin Octaviani. Ao destacar a criação de um grupo de trabalho focado em seguros voltados a catástrofes e riscos climáticos, Octaviani enfatizou a importância do canal de distribuição: “Sem o corretor, não haverá aumento da resiliência do Brasil”.
Investimento do setor
O ecossistema de seguros já se movimenta para fornecer essas ferramentas. O presidente da ENS, Lucas Vergilio, anunciou imersões internacionais e cursos específicos de IA para corretores com condições especiais para associados dos Sincors.
No ambiente corporativo, seguradoras como CAPEMISA e Tokio Marine compartilharam suas iniciativas. José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, revelou que a companhia já treinou mais de 1.300 corretores em IA e descentralizou a tecnologia, transformando colaboradores de todas as áreas em multiplicadores da ferramenta. O professor Celso Brandão encerrou o ciclo de reflexões definindo a IA como a “quarta revolução industrial”, capaz de alavancar drasticamente a produtividade dos negócios.
Lojacorr Seguros oferece capacitação prática com o Treinacorr
A Lojacorr Seguros entende que o futuro apontado pelas lideranças do setor já começou. Para que a sua corretora não fique para trás e consiga fazer a transição de intermediária para uma consultoria estratégica e tecnológica, o investimento em conhecimento é primordial.
Pensando nisso, a empresa oferece aos corretores parceiros uma estrutura completa de cursos e treinamentos focados nas reais necessidades do mercado atual. Por meio da nossa plataforma exclusiva, o Treinacorr, os parceiros têm acesso a conteúdos atualizados sobre técnicas de vendas, diversificação de carteira, novas legislações e o uso inteligente de ferramentas tecnológicas.
