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Minas Gerais

MG: prejuízo no setor automotivo deve chegar a R$ 40 milhões

Seguradoras aceleram pagamentos em até 48 horas e alertam para a importância de coberturas contra eventos climáticos extremos

Chuva em MG
Crédito: Leandro Couri/EM/D.A.Press.Brasil.MG.Belo Horizonte

Os temporais que castigaram a Zona da Mata mineira em fevereiro deixaram um rastro de destruição que agora começa a ser contabilizado pelo setor de seguros. Estimativas preliminares da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) indicam que o montante destinado a indenizações de veículos pode alcançar a marca de R$ 40 milhões.

O balanço parcial de 14 seguradoras revela que, até o início de março, já foram acionados mais de 670 sinistros decorrentes de inundações e deslizamentos, além de 900 pedidos de assistência emergencial. 

O impacto financeiro é liderado por Ubá, onde o alagamento de concessionárias contribuiu para uma estimativa de R$ 22 milhões em pagamentos, seguida por Juiz de Fora, com R$ 13 milhões projetados para indenizações de automóveis e motocicletas.

Cenário dos danos e assistências

Até os primeiros dias de março, o balanço das seguradoras revela a magnitude do impacto na região.

  • Sinistros registrados: mais de 670 veículos foram danificados por enchentes ou deslizamentos.
  • Serviços de apoio: foram realizados mais de 900 atendimentos de assistência, incluindo guinchos e suportes de emergência.
  • Cidades mais afetadas: Ubá lidera o ranking com 318 ocorrências. O prejuízo é acentuado pela perda de 180 carros em concessionárias inundadas, somando cerca de R$ 22 milhões em indenizações. Juiz de Fora registrou 287 casos, com pagamentos estimados em R$ 13 milhões.

Agilidade no pagamento e nova legislação

De acordo com a Federação, as empresas do setor têm buscado acelerar o processo de liquidação dos sinistros em situações de calamidade. Embora a nova legislação estabeleça um teto de 30 dias para o pagamento após a entrega da documentação, o objetivo das seguradoras é concluir os repasses em até 48 horas para auxiliar as vítimas prontamente.

Especialistas alertam para a importância de revisar as apólices diante da maior frequência de eventos climáticos extremos.

  • Seguro Auto: planos do tipo “compreensivo” geralmente já cobrem danos por alagamentos.
  • Seguro Residencial: diferente do automotivo, a proteção contra desastres naturais costuma ser uma cláusula adicional. É necessário solicitar especificamente a inclusão dessa cobertura.

Além dos danos materiais, a tragédia na Zona da Mata foi devastadora para a população. Dados da Defesa Civil confirmam 72 óbitos e milhares de pessoas que perderam suas casas — em Juiz de Fora, cerca de 2 mil residências foram destruídas por deslizamentos.