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Motivação

Marcos Rossi destaca força das decisões e do trabalho em equipe na Convenção Nacional Lojacorr Seguros

Palestrante internacional compartilhou sua trajetória e convidou os corretores a reconhecer os recursos disponíveis, investir no aprendizado e transformar objetivos em pequenas ações diárias

Marcos Rossi destaca força das decisões e do trabalho em equipe na Convenção Nacional Lojacorr Seguros

Reconhecer as próprias capacidades, buscar apoio e agir diante dos desafios foram algumas das mensagens do palestrante internacional Marcos Rossi na 8ª Convenção Nacional Lojacorr Seguros. Com atuação em eventos no Brasil e no exterior, ele compartilhou experiências pessoais para propor uma reflexão sobre as escolhas que influenciam a vida, os relacionamentos e os resultados profissionais, em uma apresentação marcada pelo humor e pela interação com o público.

Realizada nos dias 15 e 16 de outubro, no Expotrade, em Pinhais (PR), a convenção celebrou os 30 anos da Lojacorr Seguros. Ao saudar os participantes, Rossi destacou a importância dessa trajetória e explicou que sua contribuição teria um olhar voltado às pessoas. “Geralmente, quando a gente vai a uma palestra, está acostumado a ver coisas técnicas, assuntos específicos. Mas eu vim aqui falar sobre algo diferente: eu vim falar sobre vida”, afirmou.

Rossi, que nasceu sem os braços e as pernas, contou como construiu caminhos para estudar, trabalhar, formar uma família e realizar atividades esportivas e artísticas. Ao longo da apresentação, relacionou essas experiências à capacidade de identificar possibilidades, adaptar estratégias e contar com outras pessoas para alcançar objetivos.

Olhar para os recursos disponíveis

Uma das principais reflexões da palestra foi sobre a tendência de concentrar a atenção naquilo que falta. Rossi citou situações em que metas são abandonadas por limitações de tempo, dinheiro, tecnologia ou apoio e convidou os participantes a observar também o que já está ao seu alcance. “Se eu fosse olhar o que está faltando, eu não estaria aqui hoje. Isso foi um norte na minha vida: usar os recursos que estão do meu lado”, declarou.

Para ilustrar essa postura, compartilhou experiências com o surfe, o skate, o mergulho, a música e a direção de um carro adaptado. Em cada uma delas, mostrou como a combinação entre adaptações, treinamento e colaboração abriu possibilidades que, inicialmente, pareciam distantes.

A mensagem trouxe aos corretores uma provocação sobre o aproveitamento das ferramentas e das conexões disponíveis no cotidiano. “Você já percebeu quanto recurso vocês têm disponível para vocês aqui, o tempo inteiro, e vocês não estão usando?”, perguntou à plateia.

Confiança e colaboração para avançar

Ao contar como começou a surfar, Rossi destacou que a realização desse desejo dependeu tanto de adaptações na prancha quanto de uma equipe de apoio. A experiência serviu de ponto de partida para abordar a confiança e a disposição para pedir ajuda. “Quantas vezes você não quer pedir ajuda para o colega? Quantas vezes você não quer trabalhar em equipe? Se não fossem as pessoas à minha volta, eu não estaria aqui hoje”, afirmou.

O palestrante também ressaltou a importância de buscar orientação com quem já percorreu determinados caminhos. Ao recordar a influência do pai e de mentores em sua trajetória, incentivou os participantes a construir relações que contribuam para seu desenvolvimento.

Preparação e pequenas ações diárias

Outro eixo da apresentação foi a necessidade de manter o aprendizado depois da convenção. Rossi defendeu que a participação em um evento deve fazer parte de um processo contínuo de desenvolvimento, acompanhado de leituras, treinamentos e novas experiências. “Você nunca pode achar que vem uma vez por ano aqui na convenção e agora a vida está pronta, já sabe tudo, não precisa aprender mais nada. Você tem que continuar aprendendo”, disse.

Na avaliação do palestrante, a preparação ajuda a reconhecer e aproveitar oportunidades, mas precisa ser acompanhada de ação. Ele abordou o medo como parte desse processo e sugeriu dividir grandes objetivos em iniciativas possíveis de executar no dia a dia. “Todo dia você tem que agir em prol daquilo que você quer. Pequenas ações”, orientou. Para Rossi, essa prática permite avançar gradualmente e ajustar a estratégia quando uma tentativa não produz o resultado esperado.

Identidade, emoções e escolhas

Rossi também compartilhou lembranças da adolescência para falar sobre a maneira como as pessoas descrevem a si mesmas. Ao recordar um exercício proposto pelo pai, baseado em afirmações iniciadas por “eu sou”, convidou o público a refletir sobre os rótulos que adota e como eles podem influenciar suas atitudes.

A gestão das emoções apareceu como parte dessa reflexão. O palestrante chamou a atenção para padrões de reclamação, preocupação e medo que podem se repetir no cotidiano e propôs aos participantes um desafio: passar cinco dias sem reclamar, observando a própria postura diante das situações.

Com referências à família, à gratidão e à fé, Rossi incentivou os corretores a levar as reflexões para além do ambiente profissional. A proposta foi transformar o conteúdo da palestra em atitudes concretas no trabalho, nos cuidados pessoais e nas relações.

“Decisão muda destino”, repetiu ao longo do encontro, sintetizando o convite para que cada participante reconheça suas possibilidades e dê o próximo passo em direção ao que deseja construir.