Facebook Pixel

Riscos

Entre a folia e o risco: por que o seguro se torna essencial no Carnaval

Com milhões de pessoas nas ruas, equipamentos de alto valor em operação e cidades turísticas no limite da capacidade, proteção securitária ganha papel estratégico para profissionais, empresas e foliões

Entre a folia e o risco: por que o seguro se torna essencial no Carnaval

O Carnaval é, ao mesmo tempo, celebração cultural, grande vitrine turística e uma das operações logísticas mais complexas do país. Enquanto milhões de foliões ocupam ruas, avenidas e praias em busca de música e diversão, cresce também a exposição a riscos — para quem brinca, para quem trabalha e para quem investe na realização da festa. Nesse cenário, o seguro deixa de ser um item acessório e passa a ocupar papel estratégico na proteção financeira e na continuidade das atividades.

Para muitos profissionais, o Carnaval não é sinônimo de descanso. Fotógrafos, cinegrafistas, pilotos de drones, técnicos de som e imagem passam dias inteiros em meio a multidões, chuva ocasional, estruturas metálicas e deslocamentos constantes. Câmeras profissionais, drones de alta tecnologia e equipamentos eletrônicos de precisão não são apenas ferramentas de trabalho, mas investimentos elevados que, quando danificados, furtados ou perdidos, podem comprometer diretamente a renda de quem depende deles.

A própria dinâmica da festa amplia os riscos. Ruas lotadas, pressa para captar o momento perfeito e ambientes pouco controlados criam um cenário propício a quedas, impactos e furtos. No caso dos drones, o desafio é ainda maior. Operar equipamentos aéreos em áreas urbanas cheias exige atenção redobrada às regras de voo, às condições climáticas e à movimentação do público. Uma rajada de vento ou um obstáculo inesperado pode transformar um registro promissor em prejuízo imediato.

Nos bastidores, longe dos olhos do público, a exposição é igualmente relevante. A montagem e desmontagem das estruturas do Carnaval dependem de máquinas e equipamentos pesados, como geradores de energia, compressores de ar, empilhadeiras e plataformas elevatórias. Esses ativos são fundamentais para garantir iluminação, sonorização, transmissão e segurança de palcos, camarotes e arquibancadas. Falhas mecânicas, tombamentos, colisões, danos elétricos ou furtos podem gerar prejuízos elevados e até comprometer a realização dos eventos.

Os riscos, no entanto, não se restringem aos profissionais e à infraestrutura. Para o público em geral, o Carnaval também figura entre os períodos mais sensíveis para a ocorrência de crimes, especialmente furtos e roubos de celulares. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram que, mesmo com queda em 2025, o volume de ocorrências segue elevado, com milhares de aparelhos subtraídos em poucos dias. A expectativa de ampliação da festa em 2026, com mais blocos e maior circulação de pessoas, tende a manter a pressão sobre esses indicadores.

Além do impacto financeiro imediato, a perda do celular pode gerar consequências ainda mais graves, como acesso indevido a aplicativos bancários, redes sociais e dados pessoais. Por isso, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo fundamental, com a redução da exposição do aparelho, o uso de bolsas e pochetes fechadas e a ativação de ferramentas de rastreamento, mas destacam que, em um ambiente de risco elevado, essas medidas nem sempre são suficientes.

É nesse ponto que o seguro ganha relevância como ferramenta de gestão de risco. Segundo representantes do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), há no mercado apólices específicas tanto para equipamentos profissionais, como câmeras, drones e eletrônicos, quanto para máquinas utilizadas na infraestrutura de eventos. Essas soluções costumam cobrir não apenas roubo e furto, mas também danos acidentais e avarias decorrentes do uso intenso.

A lógica é simples. Quando se trata de equipamentos que podem custar dezenas de milhares de reais, ou máquinas industriais de valor ainda mais elevado, a ausência de proteção pode significar a interrupção total do trabalho ou do negócio. No caso dos foliões, seguros para celular surgem como uma camada adicional de segurança, ajudando a absorver o impacto financeiro de um evento que, infelizmente, ainda é recorrente em grandes aglomerações. Soluções digitais, com contratação rápida e acionamento simplificado, permitem que o consumidor esteja protegido inclusive em períodos de maior exposição ao risco.

O aquecimento do turismo amplia ainda mais essa discussão. Levantamento da Associação Brasileira de Operadoras de Turismo aponta o Nordeste como protagonista entre os destinos mais buscados para o Carnaval de 2026, com cidades operando próximas da capacidade máxima. Hotéis, pousadas e empreendimentos turísticos lidam, nesse período, com aumento expressivo de hóspedes, equipes reforçadas e uso intenso das estruturas, o que eleva a exposição a riscos patrimoniais e de responsabilidade civil.

Para o setor hoteleiro, seguros específicos ajudam a proteger o patrimônio, cobrir acidentes envolvendo hóspedes e colaboradores e garantir maior previsibilidade financeira em caso de imprevistos. Mais do que uma exigência contratual, a proteção passa a ser entendida como parte da estratégia de continuidade do negócio e de preservação da experiência do turista.

Diante desse cenário, a recomendação dos especialistas é clara. Avaliar os riscos de forma ampla, considerar não apenas o custo da contratação, mas o impacto potencial da ausência de cobertura, e buscar orientação de um corretor de seguros habilitado. Em um Carnaval cada vez maior, mais profissionalizado e economicamente relevante, o seguro deixa de ser visto como um gasto adicional e se consolida como aliado essencial para quem trabalha, empreende ou simplesmente quer aproveitar a festa com mais tranquilidade.