O mercado de Seguros de Danos e Responsabilidades encerrou 2025 com um desempenho animador, mostrando sua resiliência e importância para a economia brasileira. Segundo dados consolidados pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) e destacados pela FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), o segmento alcançou a marca de R$ 144,5 bilhões em arrecadação, um crescimento de 7,5% em comparação ao ano anterior.
Para o corretor de seguros, esses números não são apenas estatísticas; eles desenham o mapa das melhores oportunidades de venda e fidelização para 2026. A maior consciência da sociedade sobre a gestão de riscos, impulsionada por eventos climáticos e instabilidades econômicas, criou um terreno fértil para a consultoria especializada.
Ramos patrimoniais e financeiros em ascensão
Enquanto o Seguro Auto segue como o “carro-chefe” do setor (faturando R$ 61,6 bilhões), o verdadeiro destaque para quem busca diversificar a carteira está nos ramos Patrimoniais e de Riscos Financeiros.
- Seguro Patrimonial: cresceu expressivamente 12,8%, somando R$ 35,7 bilhões. O destaque ficou com o Seguro Empresarial (+14%) e o Residencial (+11%), mostrando que o cliente final está mais preocupado em blindar seus ativos físicos.
- Riscos Financeiros: foi o segmento que mais saltou proporcionalmente, com alta de 18,7%. As modalidades de Garantia (+23,9%) e Fiança Locatícia (+19,5%) provam que o mercado imobiliário e as relações contratuais estão buscando no seguro a alternativa mais eficiente aos modelos bancários tradicionais.
Desafio do Seguro Rural
Apesar do otimismo geral, o Seguro Rural enfrentou uma retração de 8,8%. Esse movimento foi impactado diretamente pela redução de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para o corretor que atua no agronegócio, o cenário exige uma postura ainda mais consultiva, buscando soluções privadas que reduzam a falta de subsídios e protejam a produção agrícola, que hoje conta com apenas 3% de área segurada no país.
Novo Marco Legal: o que muda para o corretor de seguros?
Além dos números, o setor vive um momento histórico com a entrada em vigor da Lei nº 15.040/2025, o novo Marco Legal dos Seguros.
De acordo com a FenSeg, 2026 será o ano da consolidação regulatória pela Susep. Para o corretor Lojacorr Seguros, isso significa:
- Maior segurança jurídica: contratos mais claros e processos modernizados.
- Inovação de produtos: flexibilidade para as seguradoras criarem soluções que atendam a riscos cada vez mais complexos.
- Transparência: melhores diretrizes para o relacionamento entre seguradoras, corretores e segurados.
Dicas para o corretor de seguros em 2026
Aproveitando o “aquecimento” do mercado, aqui estão três frentes para focar sua prospecção:
- Venda cruzada (cross-sell): se o seu cliente já possui o seguro Auto, apresente os diferenciais do Residencial ou da Responsabilidade Civil Facultativa, que cresceram 7,3% em demanda.
- Foco em Pequenas e Médias Empresas (PMEs): o crescimento de 14% no Seguro Empresarial indica que os empreendedores estão priorizando a continuidade dos negócios.
- Apoio na logística: o ramo de Transportes subiu 7,7%. Com as cadeias logísticas aquecidas, oferecer proteção para cargas é um diferencial estratégico.

