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Automóvel

Seguro Auto interrompe sequência de queda e registra alta de preço no primeiro trimestre de 2026

Seguro Auto interrompe sequência de queda e registra alta de preço no primeiro trimestre de 2026

O Seguro Auto iniciou 2026 com uma mudança relevante de trajetória. Após três anos consecutivos de queda nos preços médios no início do ano, o primeiro trimestre trouxe uma inversão desse movimento, com alta nas apólices dos veículos mais vendidos no país.

Levantamento da Creditas Seguros aponta que os valores médios cresceram tanto para homens quanto para mulheres no período. No perfil masculino, o tíquete passou de R$ 2.390,32, em janeiro, para R$ 2.636,12, em março, avanço de 10%. Já entre as mulheres, a elevação foi de 6%, saindo de R$ 2.908,42 para R$ 3.104,04. O resultado contrasta com o mesmo intervalo de 2025, quando houve retração de 8% e 2%, respectivamente, evidenciando a mudança de comportamento logo na largada do ano.

O estudo considera cotações realizadas nas onze capitais de maior representatividade no mercado automotivo brasileiro e os dez modelos de veículos mais vendidos em cada período, o que permite uma leitura abrangente do comportamento de preços no mercado.

Para Michel Tanam, gerente da Creditas Seguros, o cenário reforça a dinâmica de ajustes constantes no segmento. “A mudança de cenário depois desses três anos mostra a constante volatilidade do mercado, especialmente no Rio de Janeiro, que continua registrando os valores mais elevados desde 2025. Por isso, aconselho que o consumidor sempre acompanhe os balanços do mercado, como o nosso levantamento, para encontrar formas de economizar”, explica.

Ainda que o trimestre tenha fechado em alta, o comportamento mensal mostra que esse movimento não ocorre de forma linear. Em março, por exemplo, houve recuo nos preços médios em relação a fevereiro, com queda de 3,9% para homens e de 8,6% para mulheres. Esse ajuste pontual indica que o mercado segue sensível a variações de curto prazo, mesmo dentro de uma tendência de alta no acumulado.

Na análise regional, praticamente todas as capitais registraram aumento ao longo do trimestre. Entre os homens, os maiores avanços foram observados em Brasília, com alta de 27%, Goiânia, com cerca de 25%, e Recife, com 22%. Já no público feminino, Curitiba liderou com crescimento de 34%, seguida por Belo Horizonte, com 24%, e Brasília, com aproximadamente 22%.

Mesmo com essas altas, as diferenças entre cidades permanecem expressivas. Em março, o Rio de Janeiro manteve os maiores valores médios do país para ambos os perfis, com R$ 4.279,48 para homens e R$ 4.253,97 para mulheres. Na outra ponta, capitais como Florianópolis, Brasília e Salvador figuraram entre as mais acessíveis.

O recorte por modelo reforça essa heterogeneidade. Veículos elétricos e mais tecnológicos, como o BYD Dolphin Mini, registraram os maiores valores médios de apólice no mês de março para homens (R$ 3.890,91) e mulheres (R$ 4.311,27). Em sentido oposto, modelos de entrada, como o HB20, apresentaram os menores preços médios, com R$ 2.050,27 para o público masculino e R$ 2.431,74 para o feminino.

Entre os modelos com maior volume de vendas, as variações também foram relevantes. O Volkswagen Polo, que assumiu a liderança entre os mais vendidos ao longo do trimestre, apresentou aumento no preço médio para o público masculino e queda para o feminino. Já o Onix Sedan registrou redução para ambos os perfis, evidenciando que a dinâmica de preços pode variar mesmo entre veículos de alta demanda.

No consolidado, o levantamento reforça um ponto central: o Seguro Auto segue altamente sensível a múltiplas variáveis – desde perfil do condutor e localização até características do veículo e dinâmica de mercado –, exigindo acompanhamento constante para identificar oportunidades de economia e melhor adequação de cobertura.

Destaques do 1º trimestre de 2026

• Alta de 10% no preço médio para homens e 6% para mulheres no trimestre
• Primeira elevação no início do ano após três anos de queda
• Março registrou queda pontual: -3,9% (homens) e -8,6% (mulheres)
• Rio de Janeiro segue com os maiores preços médios do país
• Maiores altas regionais: Brasília, Goiânia e Recife (homens); Curitiba, Belo Horizonte e Brasília (mulheres)
• BYD Dolphin Mini teve os seguros mais caros do período
• HB20 apareceu como o modelo com menor custo médio de apólice

O que explica a alta

O movimento de alta no início de 2026 reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. Entre eles, o aumento dos custos de reparo, impulsionado por tecnologia embarcada e peças mais caras; a dinâmica de sinistralidade em algumas regiões, com destaque para grandes centros; e o próprio comportamento do mercado, que vem ajustando preços após um período de queda.

A maior presença de veículos eletrificados e mais sofisticados também contribui para elevar o tíquete médio, ao mesmo tempo em que amplia a complexidade na precificação do risco.

O que muda para o corretor

O cenário reforça a importância de uma atuação mais próxima e consultiva. Em um ambiente de maior volatilidade, o corretor passa a ter papel central na leitura de mercado, na comparação entre seguradoras e na orientação sobre coberturas mais adequadas para cada perfil.

Além disso, momentos de oscilação de preços abrem espaço para revisões de apólice, reavaliação de riscos e identificação de oportunidades comerciais, tanto na retenção quanto na conquista de novos clientes.