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Seguro de Crédito

Nova legislação de Seguro de Crédito: o que muda e como o corretor pode lucrar com a pauta

Seguro de Crédito ganha protagonismo no comércio exterior, desburocratiza processos e abre um novo leque de oportunidades para corretores de seguros

Crédito: Envato Elements
Crédito: Envato Elements

O cenário para o comércio exterior brasileiro acaba de ganhar um fôlego extra que impacta diretamente a carteira do corretor de seguros. Com a aprovação do Projeto de Lei 6.139/2023 pelo Congresso Nacional, o Brasil estabelece o novo Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação.

Para quem atua na ponta, a medida não é apenas uma mudança burocrática. É a abertura de um mercado antes restrito, que agora coloca o Seguro de Crédito no centro da estratégia de expansão das empresas brasileiras.

Fôlego para o corretor de seguros

O Seguro de Crédito à Exportação, historicamente subutilizado no país, deve ganhar tração com a nova lei. Segundo a CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), o setor arrecadou R$ 2,3 bilhões em prêmios em 2025, um crescimento de 6,2%

Com o novo marco, a expectativa é que esse volume acelere, já que o corretor terá em mãos uma ferramenta mais ágil para oferecer a clientes de todos os portes.

“O novo marco legal reduz o gap de competitividade, permitindo que pequenas e médias empresas (PMEs) disputem o mercado internacional com as mesmas garantias de gigantes globais”, destaca Esteves Colnago, diretor da CNseg.

Facilidade na hora de vender

A nova legislação traz mudanças práticas que tornam o produto mais atrativo e fácil de explicar ao segurado. Acompanhe.

  • Parceria público-privada: agora, seguradoras privadas podem atuar como operadoras oficiais em modalidades de crédito indireto. Isso significa mais opções de produtos e seguradoras no mercado para o corretor cotar.
  • Agilidade com o portal único: a burocracia era o maior entrave. A criação de um sistema digital centralizado permitirá que as solicitações de exportadores sejam analisadas simultaneamente por diferentes agentes, reduzindo o tempo de fechamento do negócio.
  • Segurança jurídica: o incentivo ao uso de mediação e arbitragem para resolver conflitos traz mais previsibilidade. Para o seu cliente, isso significa receber a indenização ou resolver impasses com muito mais rapidez.

Por que focar nisso agora?

Em 2025, o Brasil bateu recorde de exportações, somando US$ 348,7 bilhões. Onde há exportação, há risco de inadimplência — e é exatamente aí que entra a consultoria do corretor de seguros.

Com a proteção contra riscos comerciais e políticos agora modernizada, o corretor de seguros deixa de ser apenas um vendedor de apólices para se tornar um viabilizador de negócios internacionais para seus clientes.