O mercado brasileiro de Seguros de Danos e Responsabilidades encerrou 2025 com fôlego renovado, estimulado pelo desempenho das regiões Norte e Nordeste. Enquanto o cenário nacional registrou uma evolução de 7,5%, a área de abrangência do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) — que compreende 13 estados — saltou 9,6%, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).
O avanço foi estrutural. O crescimento disseminado entre todos os estados da base sindical apresenta uma maturidade maior do consumidor e das empresas locais em relação à gestão de riscos.
Os motores da expansão regional
Diferentes modalidades de proteção registraram saltos de dois dígitos, mostrando que a busca por segurança financeira deixou de ser exclusividade do setor automotivo. Confira os principais indicadores:
- Patrimonial: os Seguros Residencial (23,8%) e Condominial (29,5%) mostram uma preocupação crescente com o lar.
- Corporativo: o setor de Seguro Empresarial cresceu 18,9%, enquanto o Seguro Garantia (42%) e a Fiança Locatícia (40,7%) mostram o dinamismo dos contratos e aluguéis.
- Especializados: segmentos como Seguros Marítimos e Aeronáuticos surpreenderam com alta de 38,7%.
O impacto social de R$ 4,5 bilhões em retorno
Um dos dados do balanço de 2025 é o volume de recursos devolvidos à sociedade. No Norte e Nordeste, o total pago em indenizações, benefícios e resgates somou R$ 4,5 bilhões, uma elevação de 13,3% na comparação anual.
Esse fluxo financeiro age como um estabilizador econômico essencial. Em momentos de sinistros, o seguro garante a continuidade de negócios e a preservação do patrimônio familiar, injetando liquidez diretamente nas economias locais.
O destaque nos pagamentos foi o segmento de Seguros Marítimos e Aeronáuticos, que registrou uma variação de 566%.
Interiorização e novos mercados
O ranking de crescimento por estado revela que mercados com menor penetração histórica estão agora na vanguarda da expansão. O Amapá liderou a lista com alta de 24%, seguido por Acre (19,1%) e Roraima (18,6%). Na sequência, aparecem Paraíba, Ceará e Pernambuco.
“A liderança de estados como Amapá e Acre mostra que a cultura do seguro está se equilibrando geograficamente”, avalia Carlos Luna, presidente do Sindsegnne.
Para Luna, o resultado acima da média nacional é fruto de dois aspectos: a diversificação do portfólio oferecido pelas seguradoras e a atuação mais estratégica dos corretores, que passaram a explorar nichos além do automóvel.
