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Automóvel

Demanda por Seguros de Automóveis cresce 3% em 2025 e confirma resiliência do mercado

Resultado reflete comportamento estável da procura ao longo do ano, mesmo diante de oscilações mensais e mudanças no perfil de vendas de veículos

Demanda por Seguros de Automóveis cresce 3% em 2025 e confirma resiliência do mercado

O mercado brasileiro de seguros encerrou 2025 com crescimento de 3% na demanda por seguro automóvel em relação ao ano anterior. Os dados são do Índice Neurotech de Demanda por Seguros (INDS), que acompanha mensalmente o volume de consultas realizadas na plataforma da Neurotech, empresa da B3 especializada em soluções de inteligência artificial para os setores de seguros e crédito.

O resultado consolida uma demanda persistente ao longo do ano, em linha com o desempenho observado em 2024, ainda que marcada por oscilações pontuais nos últimos meses. Em dezembro, por exemplo, a procura por seguro automóvel apresentou queda de 7,58% na comparação com o mesmo mês de 2024. Já frente a novembro, houve alta de 6,53%, sinalizando recuperação do interesse dos consumidores no encerramento do ano.

Segundo Daniel Gusson, head comercial de Seguros da Neurotech, parte desse comportamento está associada ao ambiente econômico e às políticas de estímulo ao setor automotivo. “Apesar do crescimento modesto no número de emplacamentos ao longo de 2025, abaixo das projeções iniciais da Fenabrave, o desempenho das vendas foi positivo. A redução do IPI, em vigor desde julho, teve papel relevante no aquecimento do mercado no segundo semestre, especialmente entre veículos de menor valor”, afirma.

O programa de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) contribuiu para ampliar o acesso ao crédito e estimular a renovação da frota, o que impacta diretamente a contratação de seguros, sobretudo nos segmentos mais sensíveis ao preço.

De acordo com dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), em 2025 foram emplacados 2.541.938 veículos novos, considerando automóveis e comerciais leves – crescimento de 1,82% em relação a 2024. O varejo, que representa as vendas diretas ao consumidor final, totalizou 1.344.520 unidades, registrando queda de 1,2% na comparação anual. Em contrapartida, as vendas diretas – destinadas a locadoras, frotistas e taxistas – alcançaram 1.197.418 unidades, com alta expressiva de 6,8%.

Esse movimento ajuda a explicar a manutenção da demanda por seguros, uma vez que vendas corporativas e de frotas tendem a impulsionar contratos de apólices mais robustas e com maior volume agregado.

No recorte regional, o Norte do País apresentou o maior crescimento percentual na demanda por seguros automotivos em 2025, com alta de 13,95%, totalizando 138.691 itens vendidos. Já o Sudeste segue liderando em volume absoluto, com 1.328.525 itens comercializados, o que representa crescimento de 2,88% frente ao ano anterior.

Para o setor segurador, os dados indicam um cenário de estabilidade com viés positivo, sustentado pela recomposição gradual do mercado automotivo, pelo avanço das vendas diretas e pela maior conscientização dos consumidores sobre proteção patrimonial. A expectativa é que, em 2026, fatores como digitalização da contratação, evolução dos modelos de precificação e maior uso de dados e inteligência artificial reforcem ainda mais a eficiência e a competitividade do seguro automóvel no país.