O mercado financeiro encerrou o último pregão em tom de cautela, refletindo um cenário de aversão ao risco que impacta diretamente a estratégia de alocação das famílias brasileiras. O Ibovespa recuou 0,43%, fixando-se nos 185.445 pontos, pressionado por baixas expressivas em setores de consumo e commodities.
Paralelamente, o dólar avançou para R$ 5,20 (+0,15%) e o mercado de criptoativos registrou forte retração de 2,14%. É neste cenário de incerteza que as novas regras para o Seguro de Vida ganham protagonismo, oferecendo ferramentas para uma consultoria mais robusta e personalizada.
Flexibilização como resposta à instabilidade
As novas diretrizes regulatórias para o Seguro de Pessoas marcam o fim de um modelo engessado, permitindo que as apólices sejam desenhadas com base nas necessidades reais de cada ciclo de vida. Acompanhe a seguir os principais avanços.
- Customização de coberturas: a possibilidade de combinar coberturas de riscos de formas mais flexíveis, permitindo que o corretor de seguros ajuste o capital segurado conforme a exposição do cliente em outros ativos (como fundos imobiliários, que recuaram 0,21% no dia).
- Transparência nas carências e exclusões: as novas regras exigem redações mais claras e objetivas. Em momentos de crise econômica, a segurança jurídica sobre o que está ou não coberto é o que sustenta a confiança do segurado na corretora de seguros.
- Dinâmica de pagamentos e resgates: a modernização facilita a estruturação de produtos com componentes de sobrevivência, tornando o seguro um ativo financeiro ainda mais estratégico quando a renda variável apresenta perdas acentuadas.
Impacto do câmbio e importância da reciclagem
A valorização do dólar a R$ 5,20 não afeta apenas o setor de transportes ou bens físicos. Ela impacta o custo de vida e, consequentemente, a necessidade de proteção das famílias com dependentes no exterior ou planos de sucessão internacional.
Com as novas regras, o corretor de seguros tem maior liberdade para oferecer soluções que acompanhem essas variações, garantindo que o amparo financeiro não seja corroído pela inflação ou pela desvalorização cambial.
A retração de ativos de varejo (que chegaram a cair 3,01%) e de grandes empresas de energia e mineração (com quedas de até 1,03%) reforça que o patrimônio investido está suscetível a ciclos políticos e econômicos.