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Perfil do consumidor

Homens da classe B lideram a compra de imóveis no Brasil e impulsionam o setor de consórcios

Estudo aponta que homens da classe B lideram a busca por imóveis de até R$ 500 mil, priorizando casas usadas e o bem-estar familiar

Homens da classe B lideram a compra de imóveis no Brasil e impulsionam o setor de consórcios

O mercado imobiliário brasileiro tem um rosto definido. De acordo com a pesquisa “Moradia do Amanhã”, realizada pelo DataZAP (Grupo OLX), o comprador padrão atual é homem, tem em média 47 anos, pertence à classe B e vive em família. Esse perfil busca, majoritariamente, imóveis usados (60%) com valor de até R$ 500 mil, preferindo casas (57%) a apartamentos.

Para Alysson Francisconi, gerente da BR Consórcios e gerente geral de vendas da Lojacorr Consórcios, esses números refletem um momento de maturidade do consumidor, que passou a priorizar a lógica financeira em vez do impulso. 

“Estamos diante de um dos momentos mais promissores da história do consórcio no Brasil. Significa que a inteligência financeira finalmente venceu o imediatismo”, afirma.

O fim da dúvida entre financiar ou planejar

Com a taxa Selic projetada em níveis elevados para 2026, Francisconi pontua que a decisão pelo consórcio deixou de ser apenas uma opção e se tornou uma estratégia matemática.

“O argumento contra o financiamento tradicional se torna matemático. Quem financia costuma pagar por dois bens e levar apenas um. Já quem planeja utiliza o crédito mais barato do mercado para construir patrimônio de forma estratégica. O imediatismo tem um preço alto, e esse preço são os juros”, explica o gerente.

Na Lojacorr Consórcios, o segmento imobiliário é o carro-chefe para quem busca resultados expressivos. A modalidade permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para lances ou amortização, além de oferecer taxas que, diluídas ao longo do prazo, representam cerca de 0,1% ao mês — um custo drasticamente inferior ao crédito imobiliário bancário.

Alavancagem e novas oportunidades

Além da moradia própria, o consórcio tem sido utilizado como ferramenta de “engenharia financeira”. Segundo Francisconi, o setor saltou de 2,9% para 6,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em uma década, movimentando mais de R$ 719 bilhões. Esse crescimento é impulsionado por clientes que buscam formar renda.

“O cliente, ao ser contemplado, pode adquirir seu imóvel e colocá-lo para locação. Muitas vezes, essa renda cobre boa parte, ou até a totalidade, das parcelas restantes. O consórcio pode emocionar pelo sonho, mas ele convence pelo cálculo”, ressalta Francisconi.

Atendimento especializado é essencial  

Para o gerente, o novo perfil de comprador — mais informado e curioso — exige um atendimento especializado. Ele defende que o corretor deve antecipar a necessidade do cliente, oferecendo o consórcio como um investimento que pode render mais de 114% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

A expectativa para 2026 é de uma expansão firme para a Lojacorr Consórcios, apoiada em tecnologia e no relacionamento humano. “A tecnologia existe para tirar o peso do trabalho burocrático e deixar o corretor livre para o que importa: o olho no olho, o relacionamento e a confiança. Pessoas compram de pessoas”, finaliza Francisconi.