Se tem uma coisa que aprendi nesses anos de profissão, é que ser corretor de seguros vai muito além de vender apólices. No dia a dia, a gente acaba assumindo um papel que se assemelha muito ao de um psicólogo: ouvimos medos, inseguranças e dúvidas dos clientes, buscamos entender o que realmente precisam e, acima de tudo, passamos tranquilidade.
Hoje em dia, ninguém tem paciência. Tudo é rápido, todo mundo quer respostas objetivas. Mas o corretor precisa saber ouvir. Isso faz toda a diferença. Muitas vezes, o que o cliente está pedindo não é exatamente o que ele precisa. E só ouvindo com atenção é que conseguimos oferecer a melhor solução para ele.
Já aconteceu comigo de um cliente me perguntar sobre um modelo de carro, como se quisesse minha opinião, mas, ouvindo bem o tom e as palavras dele, percebi que ele já tinha tomado a decisão. Ele só queria uma validação. Se eu tivesse dito algo contrário, talvez ele se sentisse frustrado. Então, além de saber ouvir, é essencial entender o que o cliente realmente espera daquela conversa.
Outro momento em que essa habilidade se torna indispensável é na hora de acalmar clientes em situações de sinistro; é como um médico diante de uma emergência. Para quem está passando pelo problema, a situação é desesperadora, mas para nós, corretores, faz parte da rotina.
Manter a calma e demonstrar segurança é fundamental para que o cliente confie que tudo será resolvido. E, claro, isso só é possível quando sabemos que o seguro foi bem contratado, com coberturas adequadas. Quem não fica mais tranquilo sabendo que será indenizado e que não terá um prejuízo inesperado?
Para os corretores iniciantes, que ainda estão desenvolvendo essa habilidade, a dica que eu dou é: não se preocupe em ter todas as respostas de imediato. Muitas vezes, a questão principal nem é a pergunta do cliente, mas o que está por trás dela.
Precisamos aprender a interpretar, saber fazer as perguntas certas para extrair informações relevantes e, claro, estudar muito sobre os produtos que oferecemos. Quanto mais conhecimento técnico tivermos, mais natural será conduzir uma conversa e encaixar as melhores soluções para cada caso.
A maior insegurança dos clientes, na minha experiência, é se estão fazendo a melhor escolha. Seja para um seguro de carro, de vida ou empresarial, sempre há aquela dúvida: “Será que estou contratando certo?”.
Ou “e se eu precisar usar, será que vou estar coberto?”. O nosso papel é justamente trazer essa tranquilidade, mostrar que ele está bem assessorado e que sua proteção foi pensada para suas reais necessidades.
Além disso, um fator cada vez mais valorizado é a humanização do atendimento. Após a pandemia, as relações humanas se tornaram ainda mais importantes. As pessoas querem se sentir acolhidas, querem lidar com gente de verdade, não apenas com robôs ou processos automatizados.
Já vi clientes trocando de corretora porque sentiram que perderam esse contato mais próximo. A tecnologia é essencial, claro, mas o relacionamento humano continua sendo nosso maior diferencial. E isso é algo que a gente na Lojacorr leva muito a sério, equilibrando o digital e o atendimento próximo e consultivo.
No fim das contas, ser corretor de seguros é isso: ouvir, interpretar, orientar e tranquilizar. Encontrar o equilíbrio entre a parte técnica e o lado humano. E, de certa forma, ser um pouco psicólogo também. Porque mais do que vender um seguro, nosso trabalho é cuidar das pessoas e garantir que elas tenham a segurança que precisam para seguir em frente com tranquilidade.