Facebook Pixel

Coluna do influenciador

Metas: direção, não ansiedade

Uma reflexão para começar 2026 com mais consciência

Metas: direção, não ansiedade

Começo de ano costuma trazer uma palavra quase obrigatória: metas.

Mas, antes de pensar em números, crescimento ou produtos, vale uma pausa honesta: como foi 2025 para você, corretor?

Você caminhou dentro das metas que traçou ou passou o ano ajustando rota o tempo todo? Mudou de produto várias vezes? Mudou de estratégia, de método, de foco, de modelo de negócio? Ou simplesmente deixou o ano acontecer?

“Meta não é um desejo solto — é direção.”

Como eu penso planejamento (e talvez você devesse pensar também)

Na minha corretora, eu costumo separar o planejamento em três grandes blocos:

  1. Quais produtos vou trabalhar
  2. Como vou trabalhar esses produtos (modelo, processo, operação)
  3. Quanto faz sentido crescer dentro da realidade da minha operação

E   aqui   entra   um   ponto   que   considero   central:   metas     precisam    ser palpáveis.

Metas muito acima da capacidade real da operação costumam gerar dois problemas sérios:

  1. ansiedade no curto prazo;
  2. custo alto no médio prazo.

Quando a gente olha demais para o fim e pouco para o início do processo, começa a entrar em negócios para os quais ainda não está preparado. A operação estrangula, o retrabalho aumenta, o atendimento sofre — e a conta chega mais à frente.

Crescimento desordenado também é risco.

Você realmente se conhece como corretor?

Não faz muito sentido projetar um crescimento absurdo se você ainda não entende com clareza:

1- Quem você é como corretor;

2 – Qual é o tamanho real da sua estrutura;

3 – Onde sua operação já está no limite;

4 – E onde ela ainda comporta expansão.

Isso não significa pensar pequeno. Significa pensar com consciência.

Metas reais x metas ideais

Eu costumo trabalhar com dois tipos de meta:

  • Metas reais, que orientam o agora;
  • Metas ideais, que apontam o horizonte.

As metas reais são aquelas que não geram ansiedade. Elas organizam o dia a dia, sustentam a operação e permitem crescimento consistente.

Já as metas ideais — sonhos, visões maiores, idealizações — precisam estar na caixinha certa. Elas não são cobranças. São direção. Elas ajudam a entender quem você quer ser, onde quer chegar e por que está fazendo o que faz.

Se um dia você chegar lá, ótimo. Se não chegar, isso não pode virar frustração.

Ao mesmo tempo, viver apenas de pequenas metas também é perigoso. Quando todas são alcançadas rapidamente, surge a falsa sensação de “cheguei”. E a acomodação aparece.

Crescer exige equilíbrio entre o possível e o desejável.

Dinheiro é importante, mas não pode ser o volante

Dinheiro importa, claro. Mas colocá-lo à frente de tudo costuma criar um ambiente fértil para decisões ruins: escolhas imediatistas, produtos que não combinam com a operação e crescimento que gera mais trabalho e menos resultado.

No mercado de seguros isso fica muito claro quando comparamos, por exemplo, produtos de comissão imediata com produtos de cauda longa, como o seguro de vida.

A pergunta é simples, mas profunda:

Você prefere ganhar mais agora, uma única vez, ou construir uma carteira que te dê previsibilidade, conforto e menos esforço ao longo do tempo?

Não existe resposta certa. Existe resposta consciente.

Metas não são só sobre seguros

Outro ponto fundamental: metas não podem se limitar a produto e faturamento. Metas também precisam falar sobre:

  • Carreira;
  • Posicionamento no mercado;
  • Parceiros e aliados;
  • Propósito;
  • Relações com seguradoras;
  • Entendimento do jogo.

Aprender a jogar o jogo do seguro — entender regras, incentivos, movimentos das seguradoras e do mercado — facilita muito a vida do corretor. E a Rede Lojacorr tem um papel importante nisso, com projetos, consultorias, trocas e suporte para ajudar a organizar ideias e alinhar presente e futuro.

Mas uma coisa é certa: não ter meta é andar perdido.

Até hoje, cachorros de corrida seguem uma lebre. Maratonistas têm pacers, ritmo, referência. Ninguém performa bem sem direção.

Meta é isso: motor e bússola.

Cinco perguntas para você responder com honestidade

  1. Em 2025, eu segui um plano ou apenas reagi às oportunidades que apareceram?
  2. Minhas metas estavam alinhadas com a capacidade real da minha operação?
  3. Quais produtos hoje me ajudam a construir futuro — e quais só resolvem o presente?
  4. Minhas decisões foram guiadas mais por dinheiro imediato ou por estratégia?
  5. Que tipo de corretor eu quero ser nos próximos três a cinco anos — e o que estou fazendo agora para isso acontecer?

Responder essas perguntas já é, por si só, um primeiro passo de planejamento.

Meta não é promessa. Meta é direção.

E começar 2026 sabendo para onde se vai muda tudo.