Começo de ano costuma trazer uma palavra quase obrigatória: metas.
Mas, antes de pensar em números, crescimento ou produtos, vale uma pausa honesta: como foi 2025 para você, corretor?
Você caminhou dentro das metas que traçou ou passou o ano ajustando rota o tempo todo? Mudou de produto várias vezes? Mudou de estratégia, de método, de foco, de modelo de negócio? Ou simplesmente deixou o ano acontecer?
“Meta não é um desejo solto — é direção.”
Como eu penso planejamento (e talvez você devesse pensar também)
Na minha corretora, eu costumo separar o planejamento em três grandes blocos:
- Quais produtos vou trabalhar
- Como vou trabalhar esses produtos (modelo, processo, operação)
- Quanto faz sentido crescer dentro da realidade da minha operação
E aqui entra um ponto que considero central: metas precisam ser palpáveis.
Metas muito acima da capacidade real da operação costumam gerar dois problemas sérios:
- ansiedade no curto prazo;
- custo alto no médio prazo.
Quando a gente olha demais para o fim e pouco para o início do processo, começa a entrar em negócios para os quais ainda não está preparado. A operação estrangula, o retrabalho aumenta, o atendimento sofre — e a conta chega mais à frente.
Crescimento desordenado também é risco.
Você realmente se conhece como corretor?
Não faz muito sentido projetar um crescimento absurdo se você ainda não entende com clareza:
1- Quem você é como corretor;
2 – Qual é o tamanho real da sua estrutura;
3 – Onde sua operação já está no limite;
4 – E onde ela ainda comporta expansão.
Isso não significa pensar pequeno. Significa pensar com consciência.
Metas reais x metas ideais
Eu costumo trabalhar com dois tipos de meta:
- Metas reais, que orientam o agora;
- Metas ideais, que apontam o horizonte.
As metas reais são aquelas que não geram ansiedade. Elas organizam o dia a dia, sustentam a operação e permitem crescimento consistente.
Já as metas ideais — sonhos, visões maiores, idealizações — precisam estar na caixinha certa. Elas não são cobranças. São direção. Elas ajudam a entender quem você quer ser, onde quer chegar e por que está fazendo o que faz.
Se um dia você chegar lá, ótimo. Se não chegar, isso não pode virar frustração.
Ao mesmo tempo, viver apenas de pequenas metas também é perigoso. Quando todas são alcançadas rapidamente, surge a falsa sensação de “cheguei”. E a acomodação aparece.
Crescer exige equilíbrio entre o possível e o desejável.
Dinheiro é importante, mas não pode ser o volante
Dinheiro importa, claro. Mas colocá-lo à frente de tudo costuma criar um ambiente fértil para decisões ruins: escolhas imediatistas, produtos que não combinam com a operação e crescimento que gera mais trabalho e menos resultado.
No mercado de seguros isso fica muito claro quando comparamos, por exemplo, produtos de comissão imediata com produtos de cauda longa, como o seguro de vida.
A pergunta é simples, mas profunda:
Você prefere ganhar mais agora, uma única vez, ou construir uma carteira que te dê previsibilidade, conforto e menos esforço ao longo do tempo?
Não existe resposta certa. Existe resposta consciente.
Metas não são só sobre seguros
Outro ponto fundamental: metas não podem se limitar a produto e faturamento. Metas também precisam falar sobre:
- Carreira;
- Posicionamento no mercado;
- Parceiros e aliados;
- Propósito;
- Relações com seguradoras;
- Entendimento do jogo.
Aprender a jogar o jogo do seguro — entender regras, incentivos, movimentos das seguradoras e do mercado — facilita muito a vida do corretor. E a Rede Lojacorr tem um papel importante nisso, com projetos, consultorias, trocas e suporte para ajudar a organizar ideias e alinhar presente e futuro.
Mas uma coisa é certa: não ter meta é andar perdido.
Até hoje, cachorros de corrida seguem uma lebre. Maratonistas têm pacers, ritmo, referência. Ninguém performa bem sem direção.
Meta é isso: motor e bússola.
Cinco perguntas para você responder com honestidade
- Em 2025, eu segui um plano ou apenas reagi às oportunidades que apareceram?
- Minhas metas estavam alinhadas com a capacidade real da minha operação?
- Quais produtos hoje me ajudam a construir futuro — e quais só resolvem o presente?
- Minhas decisões foram guiadas mais por dinheiro imediato ou por estratégia?
- Que tipo de corretor eu quero ser nos próximos três a cinco anos — e o que estou fazendo agora para isso acontecer?
Responder essas perguntas já é, por si só, um primeiro passo de planejamento.
Meta não é promessa. Meta é direção.
E começar 2026 sabendo para onde se vai muda tudo.