O programa Comentário Econômico, da GRTV, apresenta no episódio que foi ao ar em 18 de março a relação direta entre a indústria automobilística brasileira e o seguro de automóvel, evidenciando como o desempenho de um setor influencia o outro de forma estrutural.
No episódio, o apresentador Paulo Alexandre conversa com o consultor econômico Francisco Galiza, que destaca a relevância contínua do seguro auto. Embora o segmento não seja mais o principal em faturamento no mercado segurador brasileiro, ele mantém papel estratégico, especialmente pela sua ampla distribuição e pela forte geração de empregos em todo o país.
Segundo Galiza, o seguro de automóvel segue como o principal produto comercializado por corretores, sustentando milhares de postos de trabalho e funcionando como porta de entrada para o relacionamento com clientes. Atualmente, o ramo movimenta cerca de R$ 65 bilhões ao ano, mantendo crescimento real próximo ao da própria economia do setor automotivo.
Relação direta entre indústria e seguro
A análise apresentada no programa reforça a conexão entre a evolução da indústria automobilística e o desempenho do seguro auto. Dados dos últimos anos mostram que essa relação permanece bastante alinhada.
Entre 2020 e 2025, a produção e o licenciamento de veículos cresceram cerca de 30%, enquanto o seguro de automóvel avançou aproximadamente 75% em termos nominais no mesmo período. Ao considerar a inflação acumulada, os dois mercados apresentam crescimento real bastante próximo, evidenciando uma correlação consistente entre eles.
Atualmente, o Brasil registra números próximos de 2,6 milhões de veículos produzidos e licenciados por ano, patamar inferior ao observado em décadas anteriores, quando o volume superava 3 milhões, mas ainda representativo para a dinâmica do setor.
Perspectivas positivas com queda de juros
Para os próximos períodos, o cenário tende a ser mais favorável. A expectativa de redução das taxas de juros pode estimular o crédito, impulsionar a venda de veículos e, consequentemente, gerar reflexos positivos no mercado de seguros.
Esse movimento pode trazer novo fôlego tanto para a indústria automobilística quanto para o seguro de automóvel, reforçando a interdependência entre os dois segmentos e ampliando oportunidades para seguradoras e corretores.
Transformações tecnológicas no radar
Além dos fatores econômicos, o programa também reforça tendências estruturais que devem impactar o seguro auto nos próximos anos. Entre elas, o avanço dos veículos elétricos, que tornam a frota mais pesada e elevam o custo de reparos, especialmente em casos que envolvem baterias e sistemas eletrônicos mais sofisticados.
Outro ponto é a evolução gradual da automação veicular, que avança por meio de sistemas de assistência ao motorista, e não por uma mudança abrupta para veículos totalmente autônomos. Esse cenário exige novas abordagens de análise de risco e precificação.
Por fim, ganha destaque o crescimento dos veículos definidos por software, que ampliam o papel da tecnologia na mobilidade e trazem desafios adicionais para as seguradoras, especialmente na gestão de dados e na adaptação dos modelos de seguro.
Diante desse cenário, a recomendação é clara: o corretor de seguros deve acompanhar de perto essas transformações para identificar oportunidades e ajustar sua atuação às novas demandas do mercado.
O episódio pode ser assistido na íntegra em:
https://www.youtube.com/watch?v=63EXlgU3B84
