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Economia

Seguro de Automóvel segue relevante e passa por transformação tecnológica, aponta “Comentário Econômico”

Programa analisa desempenho do ramo no Brasil e destaca tendências como eletrificação da frota, automação veicular e veículos definidos por software

Seguro de Automóvel segue relevante e passa por transformação tecnológica, aponta “Comentário Econômico”

O programa Comentário Econômico, exibido no canal da GRTV non YouTube, que foi ao ar em 11 de março, analisou um dos ramos mais tradicionais e relevantes do mercado segurador brasileiro: o Seguro de Automóvel. Mesmo deixando de ser o maior segmento do setor, a modalidade continua movimentando cifras expressivas e mantém papel estratégico para corretores, seguradoras e consumidores.

Durante o episódio, o consultor econômico Francisco Galiza apresentou dados atualizados do mercado e comentou as principais tendências que devem impactar o seguro auto nos próximos anos. Em 2025, o segmento registrou faturamento de aproximadamente R$ 62 bilhões, com crescimento de cerca de 7% no período, índice ligeiramente acima da inflação.

Segundo Galiza, o Seguro de Automóvel continua sendo um dos produtos mais conhecidos e difundidos entre os consumidores, oferecendo proteção financeira contra riscos como roubo, furto, colisão, incêndio, fenômenos naturais, quebra de vidros e danos a terceiros, por meio da cobertura de Responsabilidade Civil.

O especialista também destacou que cerca de 20 a 25 seguradoras atuam efetivamente nesse ramo no Brasil, o que demonstra um ambiente competitivo e com diversas opções para corretores e clientes.

Transformações tecnológicas no horizonte

Além de analisar o cenário atual, o programa abordou tendências globais que devem influenciar a evolução do seguro automóvel nos próximos anos. Entre os principais fatores apontados estão a eletrificação da frota, a automação dos veículos e o crescente uso de software embarcado.

A expansão dos carros elétricos, por exemplo, pode impactar diretamente o setor segurador. Esses veículos tendem a ser mais pesados devido às baterias, o que altera a dinâmica dos acidentes e pode aumentar a severidade dos danos, mesmo em colisões a velocidades mais baixas. Além disso, os custos de reparo tendem a crescer quando sistemas de alta tensão ou componentes eletrônicos sofisticados são afetados.

Outro movimento relevante é o avanço gradual da automação veicular. Embora a adoção de veículos totalmente autônomos ainda esteja distante, os sistemas de assistência ao motorista vêm evoluindo continuamente, trazendo novos desafios para a precificação de riscos e a gestão de sinistros.

Por fim, a indústria automotiva caminha para um modelo cada vez mais baseado em veículos definidos por software. Essa transformação tecnológica amplia a integração entre hardware e sistemas digitais, exigindo das seguradoras novas abordagens de análise de risco, além de maior capacidade de lidar com dados e tecnologia.

O episódio completo do Comentário Econômico pode ser assistido no link:
https://www.youtube.com/watch?v=20EPFNC9Hoc