Facebook Pixel

Viagem

O fim do dinheiro vivo na Argentina e a nova fronteira de risco para o Seguro Viagem

A digitalização dos pagamentos internacionais transforma o perfil de exposição do turista brasileiro e abre novas frentes de consultoria para o corretor de seguros

O fim do dinheiro vivo na Argentina e a nova fronteira de risco para o Seguro Viagem

A chegada do Pix como meio de pagamento em estabelecimentos argentinos marca o declínio do uso do efectivo, termo em espanhol utilizado para designar o dinheiro em espécie. Historicamente, a economia argentina e o turismo na região foram dependentes de grandes volumes de notas físicas devido à volatilidade cambial e à inflação. 

Com a migração para o sistema digital, o risco que antes estava concentrado na carteira física do viajante se desloca diretamente para o smartphone e para a integridade dos dados bancários.

Para o mercado de seguros, essa transição representa uma mudança fundamental na abordagem de vendas. O papel do corretor deixa de ser apenas a oferta de assistência médica hospitalar e passa a englobar a proteção da conectividade e do patrimônio digital do cliente.

A migração do risco do bolso para o digital

O uso do Pix no exterior elimina a necessidade de carregar cédulas, mas cria novas vulnerabilidades que devem ser incluídas nas apólices de seguro.

  • Segurança do dispositivo móvel: o smartphone deixa de ser um acessório de comunicação e passa a ser a carteira oficial do turista. O furto ou roubo do aparelho em solo estrangeiro interrompe a capacidade financeira do viajante de forma imediata.
  • Exposição em redes públicas: a realização de transações financeiras em redes de hotéis ou aeroportos aumenta a incidência de crimes cibernéticos e interceptação de dados.
  • Necessidade de assistência técnica e financeira remota: o seguro deve prever mecanismos de auxílio para bloqueio de contas e suporte em caso de perda do acesso aos meios de pagamento digitais.

A adoção do Pix na Argentina também modifica a percepção de custo-benefício para o segurado. Se antes o Seguro Viagem era visto apenas como uma proteção no caso de internações hospitalares, hoje ele precisa ser apresentado como um seguro de continuidade de viagem. 

O corretor de seguros deve enfatizar que a perda de conectividade em um país onde o pagamento é digital pode inviabilizar o acesso a transporte, alimentação e hospedagem, tornando a cobertura de perda ou roubo de eletrônicos um item indispensável no check-list de embarque.

Dessa forma, a consultoria do corretor de seguros ganha uma nova atribuição, uma vez que precisa relacionar a tecnologia bancária com a proteção patrimonial. É necessário orientar o cliente sobre os perigos de transacionar valores em ambientes desconhecidos, desta forma, o profissional de seguros se torna um gestor de riscos. 

É essa visão estratégica que permite a venda cruzada de produtos como o Seguro Viagem completo e o Seguro para Equipamentos Portáteis, garantindo que a facilidade do Pix não se transforme em um transtorno financeiro.