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Empresarial

Oportunidades em Seguros Empresariais crescem em 2026 e ampliam o papel estratégico do corretor

Crescimento do mercado, aumento dos riscos e necessidade de revisão constante das apólices reforçam o profissional como gestor de risco das empresas

Oportunidades em Seguros Empresariais crescem em 2026 e ampliam o papel estratégico do corretor

Com a projeção de crescimento dos Seguros Patrimoniais, de Responsabilidade e de Riscos Financeiros em 2026, o segmento de Seguros Empresariais desponta como uma das principais frentes de oportunidade para os corretores de seguros. Mais do que vender apólices, o momento exige atuação consultiva, capacidade técnica e proximidade com a realidade operacional das empresas.

Segundo estimativas do mercado, os ramos ligados a Danos e Responsabilidades, Patrimonial, Transportes, Responsabilidade Civil e Garantia devem manter ritmo de expansão acima da inflação, impulsionados por investimentos, retomada de obras, aumento da complexidade operacional das empresas e maior percepção de risco por parte dos empresários.

Nesse cenário, a orientação profissional passa a ser decisiva. Para Boris Ber, presidente do Sincor-SP, o maior erro das empresas não é apenas deixar de contratar seguros, mas contratar de forma inadequada. “A pior coisa não é não ter seguro. A pior coisa é ter um seguro mal feito. Gastar e descobrir, no sinistro, que não estava coberto gera uma frustração enorme.”

Seguro Empresarial: muito além do básico

De acordo com Ber, toda empresa deveria partir do princípio de que não existe um único seguro essencial, mas sim um conjunto de coberturas que precisam funcionar de forma integrada. O Seguro Empresarial, que envolve a proteção do patrimônio – como prédio e instalações – costuma ser o primeiro passo e, em muitos casos, uma exigência legal.

Quando o imóvel é próprio, a recomendação é separar a apólice do prédio da apólice da operação, com valores baseados no custo de reconstrução por metro quadrado. Além da estrutura física, entram em cena máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, mercadorias e matérias-primas.

Cada item exige critérios distintos de avaliação, como valor de novo ou depreciação. Sem esse cuidado técnico, o empresário corre o risco de enfrentar o rateio, dividindo o prejuízo com a seguradora por ter segurado menos do que deveria. “Não é porque a empresa contratou um valor X que ela vai receber X. Isso depende da modalidade do seguro e da forma como ele foi estruturado.”

Outro ponto-chave é o Lucro Cessante, cobertura que garante a continuidade financeira da empresa em caso de paralisação por sinistro, protegendo despesas fixas como folha de pagamento, impostos, aluguel e contabilidade.

Clima, logística e novos riscos entram no radar

As mudanças climáticas ampliaram significativamente o mapa de riscos das empresas. Eventos como vendavais, granizo, alagamentos e impactos de veículos ou aeronaves passaram a afetar diretamente operações industriais, comerciais e logísticas.

Para Ber, avaliar a localização da empresa e incluir cláusulas adicionais adequadas deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. “Existem coberturas acessórias que fazem toda a diferença para que a apólice seja realmente eficaz. Sem essa análise, o seguro vira uma falsa sensação de proteção.”

Esse cenário se conecta diretamente ao crescimento esperado do Seguro de Transportes, que acompanha a expansão do comércio eletrônico, da logística integrada e das operações de embarcadores e transportadores.

Renovação não é burocracia, é estratégia

Um erro recorrente no mercado é tratar a renovação do Seguro Empresarial como um processo automático, olhando apenas para o reajuste de preço. Para o presidente do Sincor-SP, a renovação deve funcionar como um check-up anual da empresa.

Mudanças no estoque, aquisição de novas máquinas, ampliação da operação ou alteração no perfil de risco precisam ser refletidas na apólice. Também é fundamental revisar cláusulas beneficiárias, especialmente em casos de financiamentos junto a bancos ou ao BNDES.

Seguros de Pessoas e benefícios corporativos ganham protagonismo

Além da proteção patrimonial, Ber destaca que os Seguros de Pessoas se tornaram indispensáveis para empresas de todos os portes. Seguro de Vida em Grupo, Assistência Funeral, Seguro Viagem Corporativo e coberturas ligadas à saúde emocional passaram a integrar a estratégia de atração e retenção de talentos.

“Contratar e formar um funcionário está cada vez mais difícil. Oferecer proteção virou quase uma obrigação. O seguro tem um papel social enorme: quando uma empresa consegue se reerguer após um sinistro, empregos e famílias são preservados.”

Esse movimento acompanha o crescimento consistente dos Seguros de Vida, da Responsabilidade Civil e dos Riscos Financeiros, ampliando as oportunidades de atuação consultiva e de cross sell para os corretores dentro da carteira empresarial.