Após um período de estabilidade climática durante o feriado de Carnaval, a mudança abrupta nas condições do tempo no Sudeste, Centro-Oeste e parte do Sul do Brasil aciona um gatilho de atenção para corretores de seguros.
O alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para chuvas volumosas e temporais traz o aumento estatístico na frequência de sinistros na próxima semana, exigindo do corretor de seguros uma postura de gestão de riscos e suporte técnico preventivo.
Impacto técnico nas carteiras de seguros
O cenário meteorológico atual apresenta riscos distintos que incidem sobre diferentes modalidades de apólice. A compreensão desses fenômenos é fundamental para a regulação de expectativas e o atendimento ágil ao segurado.
- Seguro de Ramos Elementares (Residencial e Empresarial): a combinação de ventos fortes e descargas elétricas é o principal vetor de acionamentos. Em áreas urbanas do Sudeste, a saturação do solo e a precariedade da drenagem aumentam o risco de alagamentos e inundações. Nestes casos, a distinção técnica entre “Alagamento” e “Inundação” na apólice é crucial para a correta orientação do cliente.
- Seguro Automotivo: o acúmulo de água em vias públicas eleva a incidência de sinistros por submersão. É o momento de o corretor de seguros reforçar que o agravamento de risco, como a tentativa de atravessar áreas inundadas, pode comprometer a indenização, conforme as condições gerais das apólices vigentes.
- Seguro de Riscos Nomeados e Operacionais: no setor industrial e comercial, o foco volta-se para danos em infraestruturas e interrupção de negócios (Lucros Cessantes) decorrentes de danos físicos causados pela tempestade.
Dinâmica regional e vigilância de fronteiras
A instabilidade não se restringe ao Sudeste. No Centro-Oeste, a formação de nuvens carregadas em Mato Grosso e Goiás sinaliza riscos para o setor de transportes de carga e agronegócio, onde a logística de escoamento pode ser prejudicada por bloqueios em rodovias ou danos em armazéns.
No Sul, embora a chuva diminua em grande parte da região, o estado de alerta laranja no oeste do Rio Grande do Sul indica a possibilidade de granizo e ventos superiores a 60 km/h, fenômenos que historicamente geram altos índices de perda total em coberturas de telhados e estruturas agrícolas.
Como o corretor de seguros deve atuar na gestão de crises
Em momentos de eventos climáticos severos, o papel do corretor de seguros passa pela venda e pela consultoria de sinistros. A agilidade na abertura do processo e a clareza quanto às exclusões contratuais são os pilares que sustentam a reputação do profissional.
A recomendação técnica para este período de alerta envolve a conferência prévia das cláusulas de Vendaval, Granizo e Danos Elétricos, que costumam ser as coberturas mais demandadas em incidentes desta natureza. A tempestividade no aviso de sinistro é determinante para que as seguradoras possam deslocar peritos e equipes de assistência 24h com a prioridade necessária.