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De corretor para corretor

Você honra seus mestres?

Evoluir não significa apagar quem ajudou a construir sua trajetória profissional.

Hugo Mariano
Hugo Mariano

Você já parou para pensar quantos mestres passaram pela sua vida profissional? Quantas pessoas contribuíram, de algum modo, para o corretor que você se tornou hoje? Quando olhamos para trás, percebemos algo óbvio: ninguém começa sabendo. A gente aprende observando, errando, perguntando, ajustando. Aprende porque alguém ensinou. Porque alguém deu oportunidade.

No mercado de seguros do Nordeste, especialmente em Pernambuco, existe uma característica muito particular: muitos começam antes mesmo do curso formal de corretor. Tornam-se produtores, prepostos, vendedores vinculados a uma corretora. Aprendem na prática. Crescem no campo. E quase sempre existe alguém que abre essa primeira porta.

Eu comecei assim. Aos 21 anos, estagiando em uma tradicional corretora do Recife, sem saber absolutamente nada sobre seguros. Foi ali que tive minha formação mais completa. Passei por todos os departamentos, entendi processos, fluxos, organização. Era uma corretora que dominava sua operação, departamentalizava funções, isolava responsabilidades. Circular por cada setor me permitiu absorver conhecimento com clareza. Aprendi método. Aprendi padrão. Aprendi que uma corretora forte nasce de processos bem definidos.

Depois veio uma segunda grande parceira, que me ensinou algo completamente diferente. Se a primeira me apresentou o mundo ideal — organizado, estruturado, tecnicamente impecável — a segunda me apresentou o mundo real. E, para mim, existem essas duas formas de enxergar o seguro: o mundo ideal e o mundo possível. Nem tudo precisa estar visualmente perfeito para funcionar. Nem tudo cabe no manual. Ali aprendi objetividade, visão comercial, adaptação. Aprendi que o seguro precisa rodar, precisa acontecer, precisa fechar.

O terceiro parceiro trouxe outra camada de maturidade. Ele me ensinou organização com controle. Ensinou a saber exatamente o que está acontecendo dentro da corretora. A cobrar organização dos parceiros, mas também a entregar organização. Foi com ele que aprendi algo fundamental: tranquilidade sobre a minha carteira. A certeza de que, quando o cliente precisasse, tudo estaria em ordem. Apólice correta, endosso ajustado, parcelas acompanhadas, processos claros. Essa sensação muda o patamar de qualquer corretor.

Mas todo aprendizado, quando é realmente incorporado, passa por adaptação. A gente absorve, ajusta à própria realidade e, inevitavelmente, começa a trilhar caminhos diferentes. Parcerias são muito parecidas com uma parada em um posto de gasolina na beira da estrada. A gente abastece, calibra os pneus, passa na conveniência, deixa algo e leva algo. Depois segue viagem. Muitas parcerias fazem sentido por uma janela de tempo. Depois surgem novos desejos, novas ambições, novas perspectivas que já não cabem naquela estrutura.

É nesse momento que precisamos de novos ares. E isso não apaga o que foi vivido. Como escreveu Martha Medeiros, há pessoas que são fundamentais em uma fase, mas não precisam permanecer para sempre. Nem todo afastamento diminui a importância do encontro..

Quando essa transição acontece, porém, costumamos cair em dois erros. O primeiro é do parceiro que tem dificuldade de aceitar a mudança. E isso é humano. Ninguém gosta de perder. Em relações comerciais, cada um pensa, naturalmente, na continuidade do próprio negócio. O segundo erro é nosso: diminuir quem foi importante. Reescrever a história para justificar a saída. Fingir que não aprendemos tanto assim.

Isso é injusto.

Mesmo que a gente evolua mais. Mesmo que avance para estruturas maiores. Mesmo que alcance novos patamares. Cada etapa foi necessária. No meu caso, foi essa evolução acumulada que me levou a buscar a Lojacorr Seguros. E, ao entrar no ecossistema da Lojacorr, entendi que crescimento não é rompimento — é expansão. Não se trata de abandonar o passado, mas de somar novas camadas ao que já foi construído.

Hoje eu não romantizo permanências. Entendo ciclos. Mas valorizo cada parceiro que fez parte da minha trajetória. Porque maturidade profissional não é sobre ficar para sempre — é sobre reconhecer quem ajudou você a chegar até aqui. E é por isso que hoje eu agradeço a cada mestre. Honro todos eles. Tenho absoluta convicção de que só estou aqui porque partilharam conhecimento comigo, dedicaram e doaram seu tempo. Nada foi por acaso. Cada ensinamento teve seu papel.

Obrigado, mestres.